A Philae, nome dado ao robô espacial que alcançou o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko na quarta – fato inédito na história da humanidade -, registrou algo que tem chamado a atenção do mundo: um canto.
E é canto de “cantar”, ok?
Depois de ter captado as frequências, foi preciso de aumentar o som em 10 mil vezes para que ele pudesse se tornar bem audível para nós, humanos.
Mas se você já está animado imaginando a formação de um coral extraterreste, calma lá, as coisas não são bem assim. Até porque, esteticamente, a “composição” é algo um pouco desconstruída para o padrão comercial.
De acordo com a divulgação da Agência Espacial Europeia, a “música” (como os próprios pesquisadores chamaram) deve ser uma consequência da própria atividade do cometa em relação ao campo magnético ao seu redor, em mecanismos físicos ainda não compreendidos.
O chefe do departamento de Física Espacial Universidade de Tecnologia de Braunschweig, na Alemanha, escreveu ao Rosetta blog (Rosetta foi o nome dado à sonda que liberou o robô no cometa): “Isso é emocionante porque é completamente novo para nós. Não esperávamos isso e ainda estamos tentando entender a física do que está acontecendo.”
Bem, se é emocionante para vocês, pesquisadores, então certamente é para nós também. Tanto é que o áudio já foi ouvido mais se 2 milhões de vezes no Soundcloud. E contando.
Aguardemos os próximos capítulos escutando a composição:
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